Olhou-se
no espelho. Pensou consigo mesma: “que loucura”. Mas fazia tanto tempo
que a música entrava na sua mente, dormindo, acordada, pensando,
escrevendo. E com ela a coreografia, a roupa, a imagem e as vezes até a
pessoa. Sentia-se encher de volúpia, desejou ser mais bonita naquele
momento, posuir uma beleza paralisante, intoxicante. Olhou mais uma vez
para o espelho e não encontrou tudo isso, mas a sensação da música
preenchia um pouco cada parte necessária. “Você vem?” Uma voz a acorda
dos seus devaneios. “Céus, estamos pagando pela hora aqui” pensou. Seu
estômago embrulhou, era apenas o 4º encontro. Mas não fazia mal, ninguém
precisava saber e de forma cautelosa ela fez questão de deixar o
celular dele junto a suas roupas. Sabe-se lá, não é?
Saiu, olhava para o chão. Ainda envergonhada, se perguntando mais uma vez o que a levou até este momento. Ignorou o homem deitado na cama, procurou pelo o som e coloco a música. Os primeiros acordes, seus braços se moviam lentos, envergonhados, ela olhava o nada. Nos primeiros versos compreendeu, a música a preencheu e ela começou a dançar. Seu corpo ondulava, ela deixava transparecer nudez de forma rápida, quase descuidada. Acariciava seu próprio corpo, ignorando qualquer presença. Olhou para ele. Sentiu-se devorada por alguns segundos. Foi andando devagar até a cama. Subiu nela e em pé continuou a dança. Embora tenha passado tanto tempo coreografando, não soube repetir os pasos que havia colocado na mente. Deixava-se levar e caminhando na cama, até se posicionar acima dos quadris de sua plateia deixou o robe cair. Ainda não estava nua. Aos poucos foi descendo até quase sentar no colo dele. Sorrio sem mostrar os dentes, tomou suas mãos nas suas e fê-lo sentir o próprio corpo. Aspirava seu perfurme e o acariciava com seus cabelos enquanto procurava ao máximo aproximar-se sem tocá-lo. Afastou, desceu da cama, teve a sensação de estar intoxicada. Mas calma, era só a música. Sorrio novamente. Apoiou a perna próxima a ele, somente para soltar a cinta-liga. Seus dedos descendo a meia, devagar, esquecida do mundo. Deu outra volta na cama e dessa vez, ao invéz de apoiar a perna, apenas deitou-se por cima dele, suspendendo as pernas e retirando a outra meia. Fez aquilo o mais devagar que pôde. Fazia questão de roçar suas costas no corpo dele, levantou-se e mais uma vez montou em sua plateia. Olhou-o nos olhos. Por alguma razão um poema veio a sua mente. Desnuda está sob a anelante labareda de minha vida e o meu desejo queima-a como uma brasa. Colocou as mãos dele para trás. Não queria ser tocada, continuou a dança, desabatoando aos poucos o seu corselet. Tomando distância para retirá-lo completamente e colocá-lo ao seu lado. Aproximou os quadris do rosto dele e retirou a calcinha, sempre esquivando de suas tentativas de toque. Deitou nua aos seus pés, olhando-o. Suspirou. A música já havia terminado e com ela o encanto. Fechou os olhos. Esperou pelas repetições cotidianas que há muito não mais intoxicavam-na.
Saiu, olhava para o chão. Ainda envergonhada, se perguntando mais uma vez o que a levou até este momento. Ignorou o homem deitado na cama, procurou pelo o som e coloco a música. Os primeiros acordes, seus braços se moviam lentos, envergonhados, ela olhava o nada. Nos primeiros versos compreendeu, a música a preencheu e ela começou a dançar. Seu corpo ondulava, ela deixava transparecer nudez de forma rápida, quase descuidada. Acariciava seu próprio corpo, ignorando qualquer presença. Olhou para ele. Sentiu-se devorada por alguns segundos. Foi andando devagar até a cama. Subiu nela e em pé continuou a dança. Embora tenha passado tanto tempo coreografando, não soube repetir os pasos que havia colocado na mente. Deixava-se levar e caminhando na cama, até se posicionar acima dos quadris de sua plateia deixou o robe cair. Ainda não estava nua. Aos poucos foi descendo até quase sentar no colo dele. Sorrio sem mostrar os dentes, tomou suas mãos nas suas e fê-lo sentir o próprio corpo. Aspirava seu perfurme e o acariciava com seus cabelos enquanto procurava ao máximo aproximar-se sem tocá-lo. Afastou, desceu da cama, teve a sensação de estar intoxicada. Mas calma, era só a música. Sorrio novamente. Apoiou a perna próxima a ele, somente para soltar a cinta-liga. Seus dedos descendo a meia, devagar, esquecida do mundo. Deu outra volta na cama e dessa vez, ao invéz de apoiar a perna, apenas deitou-se por cima dele, suspendendo as pernas e retirando a outra meia. Fez aquilo o mais devagar que pôde. Fazia questão de roçar suas costas no corpo dele, levantou-se e mais uma vez montou em sua plateia. Olhou-o nos olhos. Por alguma razão um poema veio a sua mente. Desnuda está sob a anelante labareda de minha vida e o meu desejo queima-a como uma brasa. Colocou as mãos dele para trás. Não queria ser tocada, continuou a dança, desabatoando aos poucos o seu corselet. Tomando distância para retirá-lo completamente e colocá-lo ao seu lado. Aproximou os quadris do rosto dele e retirou a calcinha, sempre esquivando de suas tentativas de toque. Deitou nua aos seus pés, olhando-o. Suspirou. A música já havia terminado e com ela o encanto. Fechou os olhos. Esperou pelas repetições cotidianas que há muito não mais intoxicavam-na.
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