Eu vou enlouquecendo, mas aos poucos. Isso porque não nos é permitindo enlouquecer de uma só vez, assim, acordar e gritar para todo mundo "estou louca, mas não me internem!". Pensando nisso, caminhava pela cidade. Não via muito bem os rostos, divisava apenas essas manchas ao seu redor. De vez em quando um letreiro chamava a sua atenção, uma vitrine bonita talvez. O que é a loucura, afinal? Qualquer coisa amarga, qualquer coisa cheia de sentido e significado, uma risada prolongada e assustadora. Um rasgar de papéis valiosos, deixar passar oportunidades, se mudar pela pessoa amada. Nada fazia muito sentido enquanto andava, se perdia, se encontrava em cada esquina, parava para observar as coisas bonitas nas bancas.
Ia escrevendo sem sentido, porque eu vou enlouquecendo, assim aos poucos. Um total desatino.
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