As vezes ela se sentia como um desenho incompleto. Um rabisco sem forma, sem sombra, sem profundidade. Interminada. Sem olhos ou boca, só sentimento. E deitada ela se deixava absorver pela cama, pelo lençol. Se alguém entrasse ali não a notaria, pois ela, ser amorfo, já era parte do quarto. De uma forma ou de outra, pura angústia. E se escrevesse ou gritasse? Qual diferença faria afinal?
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